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Fernando Gavaia, da Casa de Leite, a 'Fazenda Bistrô': meta de ser uma das fazendas mais produtivas do Brasil

13 de Novembro de 2017
por: Milkpoint - texto adaptado

Fernando Gavaia é engenheiro de alimentos graduado pela UniBH em 2010. Há dois anos, atua como Diretor de Operações e Negócios do Projeto Empresa Casa de Leite em Lagoa da Prata/MG. A fazenda é especializada na produção de leite com excelência e preza pelo bem-estar animal, que, combinada à gestão de precisão, resulta em um leite de alta qualidade. A Casa de Leite existe há 17 anos, mas a grande reviravolta do negócio ocorreu em 2015, com o Projeto 'Empresa Casa de Leite'. Segundo Fernando, com a ajuda da sua esposa Bárbara Bernardes, muitas questões foram repaginadas e atualmente são produzidos 4.900 litros/leite/dia com alta qualidade e produtividade em uma área de 25 ha. A Casa de Leite é parceira e usuária do IDEAGRI.

 

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Fernando Gavaia

   

Segundo Fernando, a história da Casa de Leite sempre foi pautada em sonhos e propósito de vida desde 1998, quando tudo começou. "Naquele ano, nosso idealizador, o cirurgião cardiovascular Rodrigo de Castro Bernardes, voltava de um congresso médico na Alemanha. Lá, por acaso do destino, ele foi inspirado pelo ‘lado B’ de um colega cirurgião alemão: a gestão de fazenda de leite. Colocar o pé no chão, lidar com saúde animal, genética e potencial produtivo leiteiro virou um desafio e uma verdadeira paixão para nosso idealizador, que pôde ver na fazenda uma forma de exercitar seu lado criativo, idealista e ao mesmo tempo se libertar do estresse hospitalar do dia a dia".

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Confira o depoimento de Fernando Gavaia, da Fazenda Casa do Leite, em Lagoa da Prata - MG, sobre o Sistema IDEAGRI

“Recebemos muitos visitantes em nossa ‘Fazenda Bistrô Casa de Leite’ que sempre nos perguntam: “QUAL É A FERRAMENTA DE CONTROLE ZOOTECNICO E FINANCEIRO COM A QUAL VOCÊS TRABALHAM?”. A nossa resposta é, de peito estufado, IDEAGRI!”

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Estrutura

Em 2000, Rodrigo montou a fazenda Via Láctea com padrões alemães e escolheu a raça holandesa pura de origem (PO), o sistema de piquete rotativo, priorizou o conforto animal na ordenha com aspersores e música clássica - itens raros e inovadores naquela época - e preparou a fazenda para ser visitada e exposta. Com jardins para todos os lados, a Fazenda Via Láctea recebia escolas técnicas e se tornou desde então referência de qualidade para o laticínio cliente. Hoje a Fazenda Via Láctea virou Fazenda Casa de leite, com um projeto diferente, inovador e completamente inspirador.

"Estou na fazenda para tocar o Projeto Casa de Leite, a evolução da Fazenda Via Láctea. Comecei na fazenda em 2015, quando eu e minha esposa viemos para criar e implementar um projeto atual, socialmente responsável e que completasse nosso projeto de vida: usar nossas habilidades e nossos valores para que, além de ganhar dinheiro, nos ajudasse a fazer bem para o mundo de alguma forma. Em 2015 mudamos de vida: eu, engenheiro de alimentos gerente de uma empresa multinacional em Belo Horizonte, ela, diretora de propaganda em São Paulo capital, viemos morar em Lagoa da Prata-MG e trouxemos todo nosso conhecimento para construir o projeto de nossas vidas: a Casa de Leite."

Casa de Leite

Hoje a produção de leite média por vaca é de 32,5 litros/dia e o foco é a produção de leite A. A Contagem Bacteriana Total (CBT) é de 3.000 ufc/mL e a Contagem de Células Somáticas (CCS) de 135 células/mL. O rebanho é composto por 340 animais no plantel, sendo 145 em lactação. A raça holandesa é predominante em 75% dos animais e um trabalho de melhoramento genético está em curso para a obtenção de sangue 100% puro, por meio do próprio rebanho da fazenda.

"Ao construir o projeto Casa de Leite, optamos por um conceito de fazenda que fosse de encontro com as aspirações dos consumidores atuais. Sentíamos falta de um sistema de produção que ao mesmo tempo que fosse economicamente viável, também atendesse às preocupações de sustentabilidade, controle da qualidade da matéria-prima e respeito animal - exigências do consumidor moderno, que busca garantia da qualidade da produção e informações sobre o tratamento dos animais. Tais padrões muitas vezes são bem diferentes daqueles que nós da pecuária leiteira temos como ideais", explicou Gavaia, que classifica a Casa de Leite como uma ‘Fazenda Bistrô’.

"Em uma pequena área, temos uma produtividade altíssima. Nossa meta é ser uma das fazendas mais produtivas do Brasil, chegando a 10 mil litros/dia nos 25 ha. Também, trabalhamos com altíssima qualidade do produto final, equipe pequena e superespecializada, valorização extrema da matéria-prima (individualização no tratamento e fornecimento de conforto para as vacas) e sempre, sempre aberta à visitação", completa.

A escolha pelo confinamento dos animais ocorreu devido à dois motivos: falta de espaço e garantia de saudabilidade, visto que a propriedade se encontra em uma das regiões mais quentes e desérticas de Minas Gerais: o centro-oeste. Com a opção do confinamento em mente, a próxima escolha foi a do compost barn, que na visão dos administradores, é o sistema que respeita as características naturais dos animais (convívio e interação social, espaço de movimentação mais livre e arbitrário) e é 100% sustentável devido ao reuso da cama e dos resíduos animais, um dos grandes vilões dos confinamentos.

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Ordenha na Casa de Leite

"O diferencial da nossa produção é o equilíbrio entre a alta produtividade e o respeito animal individualizado. Estamos conseguindo nos preparar para ser uma fazenda do consumidor do futuro. Nosso modelo cria espaço para um negócio superespecializado dentro da pecuária de leite. Acreditamos e contamos muito com o conceito de parceria: cada um com a hiperespecialização do seu know how, colaborando para a construção de uma cadeia produtiva eficiente economicamente", destaca.

Qualidade do leite

A fazenda elaborou ferramentas de controle de gestão que a permite agir quando há algum desvio de sanidade ou higiene na ordenha. "Não esperamos resultados de análise de leite para tomar providências. Os desvios são monitorados diariamente e nossos colaboradores são treinados para identificá-los a ponto de serem efetivamente solucionados antes de impactarem a qualidade final do leite produzido".

Desafios atuais da fazenda

Um dos principais desafios apontados por Fernando é a oferta de volumosos, já que a região é dominada pela cana-de-açúcar. "As usinas, com a política de arrendamento de terras, aculturaram os proprietários desde muitos anos atrás. Nossa dificuldade é achar parceiros dispostos a produzir volumosos profissionalmente, com qualidade e garantia de continuidade". 

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Para ele, a sustentabilidade e o bem-estar animal são os grandes pilares na construção do negócio. "Acreditamos que para ser um negócio do futuro, precisamos trabalhar com base nesses pilares pois é uma exigência do nosso consumidor final e uma tendência cada vez mais forte. A cadeia inteira tem sido questionada justamente por não se atentar a esses pré-requisitos que, mesmo novos, nunca foram tão necessários. Nosso projeto foi todo adequado para atender essa nova demanda: desde o tamanho da fazenda e seu limite de produção, passando pela escolha do compost barn como alternativa de confinamento, gatilhos de conforto animal espalhados por todo o ciclo e etapas do sistema (resfriamento, música, manipulação da cama), gestão individualizada da sanidade e produção animal, valorização da mão de obra local e a criação de novos negócios com resíduos que antes eram apenas problemas".


 

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