7 Pecados Capitais sob a ótica do ambiente empresarial

Analogicamente aos sete pecados capitais, o ambiente empresarial dispõe de profissionais que praticam: a gula, a avareza, a luxúria, a ira, a inveja, a preguiça e o orgulho ou vaidade. Confira o ponto de vista de Valtermario Rodrigues, autor de livros e artigos sobre inovação em RH e planejamento estratégico.

No ambiente empresarial, é comum nos depararmos com pelo menos um dos pecados capitais. Cabe-nos conviver com eles da melhor forma possível ou enfrentá-los com habilidade e inteligência.


O ORGULHO OU VAIDADE

Conhecida como soberba, é associada a orgulho excessivo, arrogância e vaidade.

Orgulho, arrogância e vaidade não combinam com o ambiente empresarial da atualidade. O sujeito arrogante tem vida curta nas empresas, pois contamina o ambiente de trabalho e implica diretamente na produtividade e no comportamento organizacional.

A LUXÚRIA

A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.

Inúmeros processos por assédio sexual tramitam na justiça. Muitos profissionais, principalmente aqueles que atuam em cargos de chefia, nos dias de hoje, ainda imaginam que podem cometer o crime de assédio sexual e permanecer impunes, o que não é verdade. Muitos estão se dando mal e respondendo a processos na justiça.

A AVAREZA

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano.

Tudo aquilo que foge ao controle torna-se maléfico ao convívio, seja no ambiente profissional e/ou pessoal, principalmente o apego por bens materiais e pelo dinheiro. O comportamento da pessoa que deixa Deus em segundo plano é não ter limites éticos em relação aos seus objetivos em sempre querer mais, mais e mais.

A PREGUIÇA

A pessoa preguiçosa vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem.

O pior é que, independentemente do estado de preguiça em que vivem, muitos deles ainda reclamam que não são reconhecidos pelo seu “trabalho”, que são injustiçados e sentem ciúmes do colega que, segundo eles, mesmo sendo mais novo na empresa, possui regalias. Imagine!

A INVEJA

É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo o que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.

No ambiente empresarial é comum identificarmos esse tipo de profissional. Esquecem que através de seus próprios méritos é possível ir muito longe. Preferem desejar as conquistas do próximo e, para isso, muitas vezes atuam de forma inescrupulosa. Se você identificou em seu ambiente de trabalho pessoas desse tipo, mantenha distância delas.

A IRA

Esse sentimento torna a pessoa furiosa e descontrolada, com o desejo de destruir a quem causou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio: o assédio moral é outro tipo de crime que tem provocado diversos processos na justiça. Embora o assédio moral se caracterize pela postura intencional e repetitiva, muitas vezes com a finalidade de forçar o outro a pedir demissão, o sujeito que é raivoso pode cometer assédio moral por conta do trato no dia a dia, principalmente com seus subordinados.

A GULA

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida ou bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já se tem. Uma forma de cobiça.

Quando o desejo de crescer profissionalmente ultrapassa os limites do bom senso e da ética, a tendência é que esse querer sempre mais e mais, de forma egoísta, implique uma conduta não ética por parte do profissional, que, muitas vezes tenta trapacear o tempo todo, a fim de não ver seus objetivos ameaçados, principalmente, por algum colega de trabalho que ela perceba estar se sobressaindo em relação a ele.

Fonte: Revista Brasileira de Administração, Edição Mai/Jun de 2016