A Escada da Capacitação Profissional

Por que a maior parte das grandes e bem sucedidas empresas consideram horas de treinamento por pessoa como um indicador bom? Leia, neste ‘Ponto de Vista’, como associar a evolução do nível da capacitação às atividades desempenhadas pelos membros da sua equipe, analisando as principais características de cada “degrau” e conferindo sugestões do autor para atuar de forma efetiva de acordo com o perfil de aprendizagem.

Imagine uma escada com 4 degraus:

Imagem Fig. 1: A Escada da Capacitação Profissional

No degrau 1: OPERAÇÕES

É onde estão os processos, tarefas, atividades, papelada, burocracia. As pessoas ficam ACOSTUMADAS A FAZER O QUE PEDEM, isto é, a cumprir rotinas, sem sair da linha, “sem arriscar o pescoço”. Com isso, estacionam e começam a falhar em novas situações não previstas.

• Se as pessoas que lidam com a operação não forem desenvolvidas, à medida que as operações se tornarem mais complexas, elas se tornarão descartáveis em função do seu limite de competência bater no “teto” e terão que ser substituídas por outras com formação melhor e capacitação mais abrangente.
• É quase uma questão de sobrevivência das empresas manter um processo de capacitação constante e crescente destas pessoas, mesmo porque são elas que estão na batalha diária que gera os resultados.
• Esta capacitação poderá ser melhorada e agilizada, se houver uma formação universitária, permitindo que as mentes estejam abertas a novos conceitos, alterando-se o ambiente para novidades gerenciais e operacionais, quebrando-se a resistência a mudanças, através do aumento da percepção que virá dos estudos.

No degrau 2: GERÊNCIAS

São decisões gerenciais ligadas ao degrau 1 – Operações, que precisam ser tomadas para evitar problemas maiores, como: aprovação dos cheques que são dados pelos clientes; liberação da entrega de mercadorias; viagens e contatos pessoais com clientes; contatos telefônicos com clientes e fornecedores. É o chamado DEGRAU CORAÇÃO, porque movimenta a empresa e precisa ter as pessoas MELHOR PREPARADAS.

• Quando os gerentes são oriundos do nível 1 - Operações e permanecem apenas com a vivência prática, empírica e experiência adquirida em anos de labuta, seu grau de resistência a mudanças é muito alto, seja de forma direta (“Eu não vou...) ou indireta (“OK, eu vou...” – mas, de fato, a pessoa não vai e ainda arruma desculpas).
• Essa é uma situação que atinge a maior parte das equipes gerenciais de muitas empresas, sem formação adequada e com grande resistência a mudanças, fugindo dos eventos e cursos e somente indo quando a diretoria pede ou obriga.

No degrau 3: DIRETORIA

Neste nível, estão as decisões de maior peso corporativo, como compras e vendas de ativos (veículos, imóveis, máquinas, equipamentos, contratação de executivos e serviços). Seus diretores, que também podem ser executivos contratados, precisam ter formação e experiência suficiente para surfar nas ondas das mudanças políticas e econômicas, sem cair da prancha. Precisam ter visão geral do negócio (todos os setores) e conviver bem, tanto com seus clientes, como seus fornecedores principais, visando torná-los parte do sucesso, na sua cadeia produtiva.

• O grande risco de não desenvolver os níveis anteriores é que a empresa correrá o risco de não ter pessoas capacitadas a dirigir novas unidades de negócios, porque suas gerências e encarregados são limitados, não se interessaram em estudar e também a diretoria não os incentivou.

No degrau 4: PROPRIETÁRIOS

Aqui estão as decisões que podem tornar a sobrevivência dos negócios melhor ou pior. Uma canetada errada pode acabar com uma empresa, por exemplo, num investimento errado. Um acerto pode trazer milhões de lucro.

• Formação de, no mínimo, curso superior e MBA executivo, em escolas de renome, além do comparecimento a palestras do setor e grandes eventos corporativos.

Imagem Fig. 2: Ações recomendadas pelo autor para cada nível na Escada da Capacitação

AUTOR

Prof. João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. Cel. (17) 9702-1007 / em: pmr.mariano@bol.com.br / pmr_almeida@hotmail.com