CRP: bons resultados com pivô central na pecuária e agricultura

Confira a publicação 'Pecuária e Agricultura com Pivô Central de Irrigação: CRP colhe os bons resultados', da Revista Força do Campo, edição de fevereiro/2016. A matéria apresenta um pouco da história da Fazenda Cachoeira do Rio Pardo, a CRP Agropecuária, que é cliente e parceira IDEAGRI. Conheça o trabalho do empreendimento na pecuária e agricultura, incluindo suas formas de comercialização e as medidas gerenciais tomadas em função do contexto econômico e da seca.

Manter as atividades agrícolas e pecuárias numa mesma propriedade é um desafio para o homem do campo, que precisa garantir a produção em menor espaço e com maior rentabilidade. Para isso, é essencial o investimento em tecnologias que vão facilitar o trabalho e diminuir custos de produção.

Localizada em Pompéu, a capital mineira do leite, na região centro-oeste do estado, a tradicional Fazenda Cachoeira do Rio Pardo, a CRP Agropecuária, tem conquistado grandes avanços depois que inseriu a tecnologia em todos os processos de produção. A propriedade é familiar, pertence a seis irmãos, mas as tarefas são bem delegadas, com os responsáveis atentos às potencialidades da empresa. Fidel Campos Reis (diretor), Zoraide Campos Reis (vice-diretora) e Zorzale Campos Reis (Compras) cuidam dos negócios da pecuária e agricultura. Os outros irmãos administram as demais atividades do Grupo CRP, também de propriedade da família.

Com uma área de 4,6 mil ha, a fazenda tem como carro-chefe a pecuária de leite e as culturas de soja, milho e feijão. No local, há ainda plantações de eucalipto e cana de açúcar. Mesmo com o tamanho da área e o grande volume de produção, a equipe de trabalhadores é pequena: 26 funcionários.


PECUÁRIA

Um dos grandes orgulhos do diretor Fidel Reis é a criação de vacas de leite a pasto, sob pivô central de irrigação, em capim Tanzânia. Suas 302 cabeças de girolando em lactação estão divididas em três lotes, de acordo com o que é produzido pelos animais, com rodízio de um piquete por dia, numa área de 27 ha.

Com o sistema, que garante um pasto verdinho e nutritivo o ano todo, a produção de leite, que era de 3 mil litros/dia, está em 5 mil litros/dia, 150 mil litros/mês. Mas o que o pecuarista quer mesmo é alcançar 15 mil litros/dia. Atualmente, toda a produção é enviada para a Itambé.

“Estamos em fase de aprendizado do sistema a pasto com girolando, que foi iniciado há cerca de dois anos e meio. Acredito que precisamos de pelo menos mais dois anos para crescer.” De acordo com Fidel Reis, o sistema aproveita melhor o espaço, a mão de obra e a alimentação do gado, com excelentes ganhos de produtividade por hectare.

A CRP Agropecuária também mantém animais semiconfinados e vem fazendo investimento em genética por meio de FIV, para melhorar a qualidade do rebanho, que hoje chega a 827 cabeças no total.

AGRICULTURA

Com a busca da eficiência produtiva e a melhoria contínua da relação custo benefício da produção, a CRP Agropecuária tem como meta quase dobrar a área irrigada até 2017, chegando a 1.300 ha. Atualmente, colhe duas safras e meia por ano, sendo 650 ha irrigados de plantio rotativo de milho e feijão e 240 ha de soja em sequeiro.

Nas última safras, foram colhidas 50 sacas de feijão/ha. A instalação de quatro pivôs novos, há pouco mais de um ano, beneficiou o aumento da produção. Já a colheita do milho correspondeu a 180 sacas/ha. Em sequeiro, a soja não teve o mesmo desempenho de outros anos, quando plantada em sistema de irrigação. Ao contrário das 66 sacas/ha, fechou com 50 sacas/ha.

Fidel Campos Reis, Diretor da CRP Agropecuária

COMERCIALIZAÇÃO

“O ano de 2015 foi de aprendizado e fechamos com bom desempenho. Os preços das commodities estão bons, e nos ajudam, apesar de os valores dos insumos terem subido muito”, disse Fidel Reis. Ele exemplifica dizendo que “só o adubo, que comprava por R$ 1.300,00, já está custando R$ 2.000,00. Sem falar no aumento nos preços da energia elétrica. Mesmo nós irrigantes tendo parte da energia elétrica subsidiada, os custos dobraram. E não podemos repassar isso na venda”.

A CRP Agropecuária não tem nenhuma dificuldade em escoar a produção, e por isso busca ampliar as colheitas. A safra de feijão é direcionada a embaladores que comercializam na CeasaMinas Contagem. Já as de milho e soja são vendidas para fábricas de ração e granjas da região. Uma parte da produção de soja tem como destino o porto seco de Pirapora, de onde é despachada para a China.

SECA

A fazenda está localizada numa região de clima quente, mas é beneficiada pelo Rio Parto, que atravessa a propriedade. No entanto, Fidel Reis reclama do baixo nível das águas, em função da seca, o que obrigou a CRP Agropecuária a abortar alguns projetos. “Isso limitou o nosso crescimento. Se não fosse pela queda do volume de água, nós poderíamos ter mais áreas irrigadas”, lamenta.

Medidas foram tomadas para ajuda na solução do problema. Entre elas está a captação de água da chuva, por meio de várias bacias cavadas no solo ao longo da propriedade. Com a medida, além de ser preservada a matéria orgânica da terra, a água da chuva não sai do terreno, senda filtrada lentamente.

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