Fazenda Santa Luzia - referência na produção de leite a pasto - 60 anos de tradição e sucesso

O artigo sobre a Fazenda Santa Luzia é de autoria do ReHAgro e foi extraído do site www.rehagro.com.br. Autor: Guilherme Corrêa de Souza Pontes, graduando em medicina veterinária. Colaboradores: Ernane Campos, médico veterinário, especialista em Pecuária leiteira, consultor da Fazenda Santa Luzia, e Ana Elisa Marra, médica veterinária. Equipe ReHAgro.

A fazenda Santa Luzia é assistida pela Equipe ReHAgro e utiliza o sistema de gestão IDEAGRI.


Confira o depoimento de Maurício Silveira Coelho, Produtor Fazenda Santa Luzia, Passos - MG

“O uso do IDEAGRI, como ferramenta de trabalho na Santa Luzia, tem sido revolucionário, pois, além de termos os dados com muito mais rapidez e segurança, passamos a levantar índices que, no passado, não tínhamos. Agora, ficou muito mais fácil saber onde estamos e programar aonde queremos chegar. O IDEAGRI é, para nós, hoje, muito mais que um programa zootécnico, É UMA FERRRAMENTA DE GESTÃO!”


Introdução

A Fazenda Santa Luzia é uma empresa rural de sucesso, com mais de 60 anos de existência. É considerada uma das principais referências na produção de leite a pasto, com a criação e seleção de animais da raça Girolando.

A propriedade é tradicional no fornecimento de genética de ponta da raça Girolando para o mercado. Pertencente ao Sr José Coelho Vitor e filhos, possui como uma de suas fortalezas a diversificação e todos os seus negócios estão voltados para o setor rural, como suinocultura, cafeicultura, agricultura de milho e soja, pecuária de corte e leite, além da produção de animais elite das raças Gir leiteiro, Girolando, Tabapuã e Nelore.

Fotos: Clique sobre as setas ou sobre as imagens e veja as diferentes formas de atuação do Grupo Cabo Verde no agronegócio.

A produção leiteira é a atividade mais tradicional do Grupo e a mais antiga delas, que vem sendo desenvolvida na fazenda Santa Luzia desde o início de suas atividades. Tem como base do seu trabalho, o sistema de produção a pasto com vacas Girolando. Possui um modelo próprio de produção, onde se prioriza o pastejo rotacionado em tifton, brachiarao, e mombaça, principalmente, com altas taxas de lotação. O sistema de pastejo rotacionado é considerado mais adaptado à realidade da maioria dos produtores de leite do Brasil, podendo ser lucrativo e bastante flexível, permitindo-se ajustar mais facilmente às oscilações de mercado, sob a ótica dos proprietários.

Foto

Maurício Silveira Coelho e o girolando

História

Foto

A fazenda Santa Luzia é bastante tradicional na região de Passos MG, tendo sido adquirida pelo patriarca da família, Sr. João Coelho Paim Filho (Joãozinho Cabo Verde) em 1943. Desde então, a fazenda se tornou um exemplo de inovação, característica intrínseca de seus proprietários. Foi pioneira no cruzamento do gado zebuíno existente, na época, com holandês, formando as primeiras vacas cruzadas da região. Foi seguido na administração pelo seu filho José Coelho Vitor (José Cabo Verde) em 1960 e, de la para cá, se consolidou como uma importante fazenda receptora de tecnologia, estando sempre à frente na busca de eficiência e produtividade. Sua casa sede data de mais de um século e é considerada um patrimônio histórico do município. Passou por um processo de restauração em 2001, sem perder contudo, o seu estilo colonial e a imponência de sua fachada.

É uma empresa familiar com continuidade de três gerações que se sucedem. A Fazenda Santa Luzia, atualmente, é administrada por Mauricio Silveira Coelho, veterinário de formação e apaixonado pela atividade da produção leiteira.

Foto

Foto: Sr. José Cabo Verde e filhos

Missão

Produzir leite de excelente qualidade, explorando ao máximo as potencialidades de seu sistema à pasto, preservando os recursos naturais, além de valorizar e capacitar sua equipe de trabalho.

A Fazenda

Localizada no município de Passos-MG, a propriedade possui uma área total de 900 hectares e um rebanho de 3500 fêmeas, sendo a composição racial do rebanho adulto 45% de vacas 1/2HZ, 40% de vacas 3/4HZ e 15% de vacas 7/8HZ.

Está situada em uma região com pluviosidade média de 1400 mm anuais e utiliza um sistema de pastejo rotacionado de braquiarão, mombaça tanzânia, coast cross e tifton. No período das águas, as vacas recebem também o concentrado, que é fornecido na forma de lanche com uma pequena quantidade de volumoso antes das ordenhas. Durante o inverno, os animais recebem toda a alimentação no cocho na forma de dieta total TMR tendo como volumoso, principalmente, silagem de milho, capim napier e sorgo. Como ingredientes concentrados, usam-se, principalmente, farelo de soja, milho moído, polpa cítrica, silagem de grão úmido, soja grão, entre outros.

O sistema de produção prima pela simplicidade, eficiência e criatividade.

Foto

Reprodução e genética

Vídeo promocional do leilão de 2009 - alto padrão racial dos animais ofertados (Clique sobre a imagem para assistir).

Filme

Para se obter rentabilidade na atividade leiteira, um dos pontos cruciais a ser trabalhado é o estabelecimento de um rigoroso programa reprodutivo, capaz de manter os índices zootécnicos dentro de parâmetros eficientes. Para isso, a fazenda adota programas que contemplam a visita quinzenal do veterinário especializado, uso de protocolos de sincronização e inseminação artificial em tempo fixo (IATF), implante de embriões nas vacas repeat breders, entre outros. Os excelentes resultados propicia um menor intervalo entre partos, maior número de vacas em lactação e de bezerras nascidos por ano.

O início de todo o processo começa no planejamento dos acasalamentos dos animais. Por meio da técnica da Inseminação Artificial, que é feita em 100% de suas fêmeas, acasaladas com os melhores touros provados à disposição no mercado. É feita uma avaliação rigorosa das principais características a serem melhoradas, com foco no aumento da produtividade, melhores úberes e maior sanidade e longevidade dos animais, o que garante a produção de bezerras geneticamente diferenciadas.

Aliado a tudo isto, a Fazenda possui também um intenso programa de transferência de embriões, utilizando a técnica da Fertilização In Vitro (FIV). As melhores vacas se tornam doadoras e são acasaladas com touros Top, sêmem sexado de fêmea, o que garante o nascimento de um expressivo número de bezerras geneticamente diferenciadas.

Isto permite que a Fazenda Santa Luzia produza fêmeas para reposição do seu plantel de matrizes e ainda realize o seu grande Leilão Anual, que acontece sempre no ultimo sábado de abril, com a venda de mais de 300 fêmeas de altíssima qualidade e, ainda assim, continue aumentando sua produção de leite à taxa de 10% ao ano.

Um ponto forte das vacas Girolando da Santa Luzia, é sua longevidade. Por possuir uma vida produtiva maior, característica importante da Raça, permanecem no rebanho por mais tempo. Isso permite ao produtor trabalhar com menor taxa de reposição de matrizes, o que representa um menor custo de produção de leite, pois este item representa o segundo maior custo da atividade, além permitir uma oportunidade de se fazer receita extra com a venda de matrizes.

Foto

Cuidados com os animais no pré-parto e ao parto

A preocupação com os animais no pré-parto é grande, uma vez que é aí que pode ocorrer a maior parte dos distúrbios metabólicos e hormonais que podem afetar a vida produtiva das vacas e a própria sobrevivência das bezerras. É nesta fase também que acontece o maior número de doenças que podem afetar a vida produtiva e reprodutiva dos animais. Um completo calendário de vacinações é feito nesta fase com o objetivo de garantir maior saúde e desempenho às bezerras, além de maior produção de leite nas vacas.

Durante os trinta dias que antecedem o parto, as vacas permanecem na maternidade, num ambiente limpo, onde se procura oferecer o maior conforto possível aos animais. A escolha do local da maternidade também foi uma decisão bastante criteriosa. Foi buscada uma área com boa drenagem e localizada em posição superior ao estábulo, evitando o acúmulo de esterco e barro, além de boa disponibilidade de sombra e água fresca de modo a propiciar condições adequadas aos animais.

Existe também uma atenção especial à nutrição destes animais, que possuem requisitos especiais. Os animais recebem uma dieta balanceada especificamente para esta fase, duas vezes ao dia, respeitando suas exigências e os desafios vividos neste período. Além disso, é observado o escore de condição corporal com que os animais chegam ao parto, tomando o máximo cuidado para que não cheguem nem com excesso de peso, nem muito magras. Busca-se que possuam, ao parto, escore em torno de 3 a 3,5 em uma escala de 1 a 5.

Vale dizer, ainda, que é feito o máximo para minimizar o estresse desses animais, impedindo que caminhem longas distâncias e evitando medidas de manejo que possam causar qualquer tipo de perturbação às vacas no periparto.

Existe um funcionário exclusivo do setor, treinado e capacitado para realizar as tarefas do dia-a-dia e pronto para intervir rapidamente nos casos de dificuldade de parto, caso seja necessário.

Cria e recria

Foto

Bezerreiro e piquetes coletivos

Os primeiros cuidados com o recém-nascido ocorrem imediatamente após o parto. O responsável pelo setor realiza a cura de umbigo com iodo a 10%, que é repetida por pelo menos 3 vezes nas primeiras 24 horas, e monitora a ingestão do colostro pelo bezerro em quantidade suficiente e o mais rápido possível após o parto (ideal:no máximo 2 horas). Isso assegura que ocorra uma adequada transferência de imunidade da mãe para a cria. Rotineiramente, é avaliada a transmissão de imunidade passiva pelo colostro ao animal por meio da dosagem de proteína plasmática das bezerras com 24 a 48 horas de vida. Atualmente, acima de 95% das bezerras nascidas tem resultados desta avaliação bastante satisfatórios (acima de 7 mg/dl), dando uma visão clara que a tarefa da colostragem é bastante eficiente. Por fim, é feita a identificação, pesagem e tatuagem do animal.

Foto

Cura de umbigo com iodo 10% - uso de recipiente sem retorno

As bezerras permanecem com as mães na maternidade por pelo menos, 24hs após o nascimento. Em seguida, são transferidas para o bezerreiro, tipo sombrite, onde são alojadas individualmente. Atualmente, a fazenda possui 280 postos para bezerras em aleitamento. Esta instalação é bastante simples, possibilitando uma boa área de circulação para cada bezerra, em torno de 35 m2 . Oferece boa disponibilidade de sombra, água e ração e possibilita desinfecção natural pelo sol. De fácil manejo, a individualização evita a disseminação de doenças.

Até os primeiros 45 dias de vida, as bezerras recebem 6 litros de leite por dia, divididos em duas refeições. Após esta idade, o volume é oferecido apenas uma vez ao dia. Esta estratégia tem como objetivo estimular o aumento do consumo de ração diária, possibilitando um maior ganho de peso e desempenho produtivo da fêmea quando adulta.

Foto

Bezerreiro com sombrite - simples e objetivo

Foto

Transfusão de sangue em bezerra com tristeza parasitária. No detalhe - microcentrífuga, utilizada no auxílio ao diagnóstico de doenças.

Foto

Canzil utilizado para fornecimento de soro oral às bezerras

A desmama ocorre aos 70 dias nas bezerras que atingem o peso mínimo de 70 Kg. Para minimizar o estresse sofrido pelos animais neste momento, após a desmama, as bezerras permanecem no mesmo ambiente por mais uma semana. Após esta transição, são agrupadas em lotes de 12 animais em 26 piquetes. Recebem uma dieta completa à base de silagem de milho, concentrado e minerais. No primeiro lote coletivo, as bezerras continuam recebendo o mesmo concentrado usado no bezerreiro. Esta transição é feita de forma gradativa, permitindo a adaptação dos animais à dieta total (volumoso+concentrado).

Na sequência, se juntam dois lotes de 12 bezerras num grupo, totalizando 10 lotes, que permanecem no mesmo manejo com fornecimento de dieta completa até os 12 meses de idade. A partir daí, passam a ter, como base de sua alimentação, o pasto. São agrupadas em lotes compostos por 80 a 100 bezerras, que são manejadas em módulos de pastejo rotacionado de tifton e braquiarão.

Foto

Piquetes de recria, onde são alojados os animais após saída do bezerreiro

Durante toda a fase de recria destas novilhas, ocorre o monitoramento do ganho de peso, além dos procedimentos normais de manejo como controle de ecto e endoparasitas, vacinações e etc, o que propicia melhor desenvolvimento, sanidade e reprodução do rebanho. As informações de ganho de peso são utilizadas para avaliar as metas, que são definidas estrategicamente em função de época do ano e da necessidade de partos na fazenda. Quando atingem os 350 kg, as novilhas são disponibilizadas para inseminação e o parto ocorre, normalmente, por volta dos 30 aos 32 meses.

Os animais jovens contam com os cuidados de profissionais capacitados para fornecer alimentação e diagnóstico das principais doenças, agindo rapidamente no socorro contra as principais enfermidades desta fase. A estrutura adequada e bem dimensionada, com aparelhos como o refratômetro e a microcentrífuga, auxilia no diagnóstico das doenças e facilita a rotina dos funcionários, garantindo uma baixa taxa de mortalidade e desempenho adequado das bezerras.

As bezerras e novilhas meio-sangue possuem genética de ponta e são produzidas, em sua maioria, por FIV, com embriões oriundos das principais doadoras da seleção de Gir Leiteiro da Fazenda São Jose do Can Can, comandada pelo patriarca, Jose Coelho Vitor. Este trabalho de seleção do Gir Leiteiro passou a ser o projeto atual de vida do Sr. José, onde ele se desdobra e aplica toda sua experiência e conhecimentos acumulados na busca de se obter os melhores resultados.

Qualidade de leite e manejo de ordenha

A Fazenda possui duas salas de ordenha Delaval, com contenção suspensa. Uma é do tipo NZ, linha média central, com 24 conjuntos, com uma produtividade de 150 a 160 vacas ordenhadas por hora. A outra é em estilo fila indiana, com 12 unidades. Ordenha 70 vacas hora e permite a presença do bezerro ao pé no momento da ordenha. Ambas estão equipadas com extrator automático de teteiras e medição eletrônica do leite.

Antes da ordenha, é feita a limpeza dos tetos dos animais e o teste da caneca de fundo escuro para detecção de possíveis casos de mastite clínica. Em seguida, é realizado o pré-dipping, para desinfecção dos tetos,prevenindo a mastite ambiental, e a colocação das teteiras.

Após a ordenha, é feito o pós-dipping com iodo com o objetivo de prevenir a disseminação de agentes contagiosos entre os animais. O processo de limpeza e desinfecção dos equipamentos de ordenha é feito automaticamente. É feita também, a manutenção periódica dos mesmos.

Possui o monitoramento mensal e individual das vacas na contagem de células somáticas (CCS) e a avaliação dos demais critérios de qualidade como proteína, CMT e sólidos totais, objetivando manter a produção de leite de alta qualidade, dentro dos padrões exigidos pelo consumidor. No ano de 2009, a fazenda conseguiu bater o seu recorde de produção, alcançando 21.000 litros de leite por dia, e foi uma das fazendas que apresentou maior taxa de aumento de produção no ano, segundo levantamento do TOP 100.

Foto

A ordenha é feita duas vezes ao dia nos dois retiros. Atualmente, estão sendo ordenhadas 1000 vacas, perfazendo uma produção total de mais de 15.000 litros diários. Os animais recém-paridos e que estejam em tratamento com antibióticos são manejados em lotes separados, a fim de facilitar o tratamento da infecção e monitoramento dos índices de cura.

A preocupação em produzir leite de alta qualidade sempre foi uma constante na Fazenda Santa Luzia, muito antes do mercado mostrar esta tendência. Em 1994, foi realizado um concurso nacional de qualidade de leite, o “Prêmio Tetra Rex de Qualidade”, e a Santa Luzia se classificou entre as dez melhores do país.

Produção de alimentos

Foto

Os módulos rotacionados são constituídos por piquetes divididos por cerca elétrica, manejados em intervalos de 12 a 15 dias de descanso. Um programa bem elaborado de correção de solo e adubação permite produzir forragens abundantes e de excelente qualidade, dando suporte para altas lotações por hectare e ótima produtividade. Além disso, todo o dejeto dos suínos, oriundos de uma granja de terminação existente na Santa Luzia, e dos bovinos, são utilizados como adubação nas pastagens e nas demais áreas da agricultura.

No inverno, quando as pastagens já não são suficientes para manter o rebanho, é feita a suplementação gradativa com silagem de milho, sorgo e cana-de-açúcar, além de silagem de capim napier, grão úmido e concentrado, que também é fornecido durante todo ano. Avaliando o sistema como um todo, a Fazenda Santa Luzia tem conseguido uma produtividade media de 12.500 kg de leite /hectare/ano, com perspectiva de crescimento sustentável para os próximos anos.

Foto

Adubação com dejetos orgânicos após a saída de um lote de animais e distribuição de dejetos orgânicos em nova área de pastagem

Manejo alimentar

São oito os módulos de pastejo destinados às vacas em produção. Três módulos são para as vacas secas e novilhas prenhes, e um módulo para vacas amojando, totalizando uma área de 200 hectares.

No período das chuvas, as vacas recebem pasto mais concentrado, formulado na própria fazenda, composto basicamente por farelo de soja, milho, sorgo, silagem de grão úmido, além de minerais e aditivos.

Já no inverno, os animais ficam confinados e recebem 100% da dieta no cocho.

As formulações são feitas com base na média de produção dos lotes e em função da fase produtiva dos animais.

O fornecimento da dieta é feito de duas a três vezes ao dia nos lotes, em função da média de produção dos animais. Os lotes de mais alta produção recebem a dieta três vezes ao dia. O fornecimento é feito de modo que, sempre que os animais saírem da sala de ordenha, a comida estará disponível no cocho.

Foto

Sanidade

Um calendário sanitário é rigorosamente seguido, objetivando a proteção do plantel da Santa Luzia contra as principais doenças, dentre as quais estão: febre aftosa, brucelose, clostridioses, leptospirose, hemofilose, IBR, BVD, diarréia neonatal entre outras. O controle de carrapatos merece atenção especial. São feitos seis banhos carrapaticidas de forma estratégica. São realizados a cada 21 dias no início da estação chuvosa e depois visualmente, a fim de quebrar o ciclo do carrapato, além de diminuir a infestação nas pastagens.

Foto

Banho de aspersão para controle de ectoparasitas

A equipe

Na Fazenda Santa Luzia, a preocupação com o trabalhador tem fundamental importância. A baixa rotatividade dos funcionários é um reflexo das condições diferenciadas de trabalho e da qualidade de vida existentes na propriedade.

Possui um centro de treinamento próprio, onde se realizam cursos de qualificação profissional e social, em parceria com o Sebrae e empresas parceiras da Santa Luzia que atuam no segmento.

Foto

Centro de treinamento construído em 2005 para aperfeiçoamento de funcionários

O Grupo Cabo Verde é uma empresa com princípios de gestão profissionalizada e humanizada, que participa de projetos de formação e treinamento do trabalhador, contribuindo para a fixação do homem no campo. É uma constante a preocupação em se manter um ambiente de trabalho agradável e seguro para seus funcionários, contribuindo para manter alta a motivação e estimulando o crescimento dos mesmos. A fazenda destaca sempre um funcionário, que é homenageado no seu Leilão Anual, em forma de reconhecimento pelos serviços prestados.

A Fazenda tem como gerente o administrador Valdenir Castro Soares, que possui vasta experiência nas questões zootécnicas e liderança de equipe.

Foto

Homenagem ao Sr. José Cabo verde, entregue por funcionários da fazenda

O ReHAgro e a Fazenda Santa Luzia

O ReHAgro atua na fazenda Santa Luzia desde 2005, com foco na gestão econômica e controle de custos. Em 2009, o trabalho foi ampliado também para a área técnica, quando passou a atuar na gestão dos indicadores zootécnicos, nutrição, sanidade, criação de bezerras e novilhas e manejo em geral. A interação entre os técnicos do ReHAgro e a equipe da fazenda tem sido uma fortaleza e tem trazido excelentes resultados, com sustentabilidade por meio da internalização do conhecimento.

O mercado do leite e a Fazenda Santa Luzia

A fazenda e todas as pessoas envolvidas no processo produtivo acreditam na atividade e buscam, através de uma gestão empresarial voltada para a busca de resultados sustentáveis, alcançar o sucesso desejado.

A visão de Maurício Silveira Coelho sobre o mercado do leite e o agronegócio como um todo é de que o Brasil passa por um bom momento no ambiente interno e externo, impulsionado, sobretudo, pelo bom desempenho do agronegócio brasileiro. "Sabemos, claramente, do grande potencial produtivo que temos, com tecnologia e terras férteis e abundantes. Se fizermos uma breve retrospectiva dos últimos anos, podemos perceber a grande revolução que aconteceu no campo. Nossos produtores se qualificaram, especializaram e sobretudo investiram em tecnologia e equipamentos. Fazemos parte, hoje, de uma geração moderna de produtores que tem alcançado sucesso na atividade. Nossas instituições de pesquisa souberam trazer para o campo as inovações aplicáveis. Nossa indústria de equipamentos se tornou global e temos aqui o que tem de melhor em qualquer parte do mundo. E o setor leite também não é diferente, embora tenha começado a experimentar essa revolução num time um pouco diferente e em ritmo um pouco mais lento. Acredito muito no setor leiteiro e o Brasil pode se tornar um importante país produtor e exportador de lácteos." - diz Maurício.

Segundo ele, é fundamental o tratamento da propriedade rural como empresa rural - " Nos tempos de hoje, não temos mais condições de não aderirmos aos avanços das modernas tecnologias. No mundo todo, as empresas e os empresários têm passado por um processo contínuo de seleção, onde os mais eficientes, ou às vezes os mais rápidos, se sobressaem à custa de continuar ou não na atividade. Por isso, se torna fundamental evoluir também a parte administrativa, pois a empresa rural está sujeita às mesmas obrigações que empresas de outro segmento com relação à carga tributária, legislação, mercado de trabalho, questões ambientais entre outras. O maior desafio passa a ser atender a toda essa nova demanda sem perder competitividade."

E, qual o conselho deste empresário de sucesso para aqueles que desejam seguir pelo mesmo caminho? " Em primeiro lugar, acho fundamental que o empresário goste daquilo que faz e acredite na atividade. Se assim não o for, dificilmente ele terá apetite para investir o necessário e esperar o tempo para se obter o retorno desejável, já que na atividade rural quase tudo é de médio ou longo prazo. É necessário também se qualificar e estar bem assessorado para definir os projetos de futuro para a empresa e o dia-a-dia da atividade que ele escolheu."

“Tudo isto foi possível porque construímos uma base familiar forte, lastreada de muita amizade, seriedade e amor ao trabalho.”

José Cabo Verde

Foto

"Nosso sucesso está baseado no tripé: fé, família e trabalho!" Maurício Coelho.