Inseminação Artificial em Tempo Fixo x IDEAGRI IATF

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO: sua importância para a garantia da vantagem competitiva na pecuária e o controle do seu desempenho através do inovador sistema IDEAGRI IATF.

A bovinocultura de corte no Brasil, se comparada a outros países, caracteriza-se pela criação extensiva e possui baixos índices produtivos e reprodutivos, de acordo com a Embrapa Gado de Corte. Um dos principais fatores responsáveis pela baixa fertilidade é o anestro pós-parto, que pode ser causado pela presença do bezerro ao pé, por nutrição inadequada dos animais, pela baixa condição corporal da vaca ao parto e na amamentação, além de incidências de ciclos estrais curtos. Nos sistemas extensivos de criação de bovinos de corte, observa-se que aproximadamente 50% das vacas encontram-se em anestro no início da estação reprodutiva. Estes fatores levam a um aumento do intervalo entre partos, refletindo diretamente no número de bezerros produzidos e diminuindo a rentabilidade da atividade pecuária anual. Um intervalo entre partos desejável é de aproximadamente 12 meses, mas estudos comprovaram que vacas com cria ao pé e sob condições normais de pastejo atingiram de 17 a 19 meses, comprovando que o anestro pós-parto pode diminuir consideravelmente o número de bezerros, reduzindo a produtividade do sistema.

SISTEMA DE PRODUÇÃO DA PECUÁRIA DE CORTE: investimentos elevados na fase de cria

O sistema de produção de bovinos de corte pode ser dividido nas fases: cria, recria e engorda.

A reprodução, gestação, parição, amamentação e desmame são processos da fase de ‘Cria’, caracterizando-a como a fase de maiores custos e riscos, porém com menor retorno econômico da atividade. Por ser uma fase de grande investimento, significativos esforços são necessários para melhorar a fertilidade do rebanho, sempre levando este índice em consideração nas tomadas de decisões.

Baixos índices reprodutivos aumentam o custo de produção, em função do maior investimento necessário para a produção de bezerros, além dos juros do capital imobilizado em terra e animais improdutivos.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: melhoria genética como vantagem competitiva

Nesse cenário complicado, alguns produtores conseguem destaque em relação à média nacional investindo em inseminação artificial (IA), aumentando o escore corporal das vacas ao parto com dietas balanceadas e garantindo mão-de-obra qualificada.

A inseminação artificial é a técnica mais empregada no mundo para a melhoria genética dos rebanhos. Atualmente muitos países inseminam quase a totalidade de seus rebanhos bovinos. De acordo com a Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), estima-se que mais de 106 milhões de fêmeas sejam anualmente inseminadas em todo o mundo.     

Através da implantação de um sistema de IA, o rebanho terá uma série de vantagens tais como: o melhoramento genético (com a obtenção de animais de maior potencial produtivo e reprodutivo); a padronização do rebanho; mais controle sobre as doenças sexualmente transmissíveis; a adoção de instrumentos de controle (escrituração zootécnica); a diminuição do custo de reposição de touros; bem como a possibilidade de vários tipos de cruzamento industrial.

ACOMPANHAMENTO DE ÍNDICES: cruzamento industrial como ferramenta de aprimoramento do sistema

No mercado atual, existem sumários de touros que permitem estimar o DEP (diferencial esperado de progênie), permitindo ao produtor a escolha de sêmen de animais com características desejáveis para aprimorar seu sistema, como a precocidade, o ganho de peso, o rendimento de carcaça, dentre outros. Pode-se, através desses índices, fazer um melhoramento baseado na classificação linear dos animais, garantindo mérito genético ao rebanho.

Através do cruzamento industrial, pode-se mesclar raças zebuínas e européias, aumentando a rusticidade e produtividade dos animais por utilizar a complementaridade entre raças.

No Brasil, segundo estimativas da ASBIA, apenas 10% das fêmeas em idade reprodutiva são inseminadas. Este fato deve-se a algumas limitações no uso da inseminação artificial que precisam ser consideradas no momento da adoção da técnica. Uma das principais limitações é a dificuldade encontrada para detectar cios. Grande parte dos animais manifesta cio durante a noite, não exterioriza o cio ou tem ciclos curtos, dificultando a identificação da hora correta para se inseminar. Anestro pós-parto, estado nutricional, presença do bezerro ao pé e mão-de-obra desqualificada são outros fatores que dificultam o processo de detecção de cio.

Para contornar estes problemas, pode-se utilizar a IATF – Inseminação artificial em tempo fixo. Esta técnica permite que vários animais sejam inseminados no mesmo dia através da utilização de hormônios que induzem a sincronização do cio e ovulação dos animais.

SISTEMA DE CONTROLE DA IATF: relevância para a tomada acertada de decisão

Atualmente existem vários programas de sincronização das ovulações chamados ‘Protocolos’. Através do uso dos protocolos, pode-se eliminar a necessidade de observação de cio, evitar a inseminação de vacas no período errado, aumentar o número de bezerros nascidos por diminuir o intervalo entre partos, concentrar o retorno do cio das fêmeas que não emprenharam na primeira inseminação, induzir a ciclicidade de vacas em anestro, diminuir o investimento em touros, concentrar a mão de obra por concentrar as inseminações e partos, entre outras vantagens.  

A tomada de decisão por uma técnica reprodutiva deve levar em consideração toda a situação econômica e de manejo da fazenda. Um dos problemas encontrados por produtores na implantação da IATF é o investimento em hormônios, porém, todos os processos reprodutivos, independentemente do tipo de sistema, envolvem custos. Enquanto na IATF o investimento é em hormônios, na monta natural, deve-se investir em touros e na inseminação artificial convencional em mão-de-obra e infraestrutura. O custo da prenhez de qualquer método é diretamente influenciado pela duração da estação reprodutiva e da eficiência reprodutiva. A viabilidade econômica da monta natural, IA ou da IATF dependerá da eficiência reprodutiva alcançada no período de acordo com a sua duração.  Cabe ao produtor e ao veterinário a tomada de decisão sobre qual técnica se adapta melhor à realidade da fazenda, garantindo maior retorno econômico.

IDEAGRI IAT: visão geral do sistema e benefícios advindos da sua utilização

A empresa IDEAGRI, prestadora de serviços em tecnologia da informação aplicada ao agronegócio, com sede de Belo Horizonte, disponibiliza, no pacote de soluções para a pecuária de corte o IDEAGRI IATF, que é um sistema de coleta de dados para controle operacional e do desempenho de processos relativos a programas de inseminação artificial a tempo fixo. Ele é um sistema especialista que pode ser utilizado em conjunto com o Sistema principal.

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O IDEAGRI IATF permite ao usuário o controle da inseminação artificial em tempo fixo, com visualização global dos resultados ou visão parcial do sistema, possibilitando a comparação do desempenho de inseminadores, partidas de sêmen, touros e protocolos distintos. A visão geral dos dados permite calcular os índices reprodutivos do sistema, demonstrando a viabilidade ou não do processo e através dos relatórios de dados cruzados, pode-se localizar onde se encontram os gargalos no sistema, visando o aumento da produtividade.


Os relatórios calculam automaticamente a taxa de prenhez, matrizes implantadas, matrizes diagnosticadas positivas, perdas de implantes, entre outros índices que possibilitam uma análise geral da programação, diminuindo as suposições sobre índices e anotações de dados subjetivos.

Informações adicionais sobre o software podem ser obtidas diretamente com a equipe IDEAGRI através dos contatos da empresa (www.ideagri.com.br).

CONCLUSÃO

A IATF é um processo que possibilita o aumento de mérito genético no rebanho, permitindo a introdução de partidas de sêmen de touros selecionados, além de aumentar a produção de bezerros ao se inseminar um número maior de vacas por período, em horários pré-estabelecidos, mesmo essas vacas estando com cria ao pé ou em anestro, sem a necessidade de se observar o cio. Ela é uma ferramenta viável para produtores aumentarem a produtividade de seu sistema e maximizarem lucro. Atualmente vários protocolos para sincronização do estro estão disponíveis no mercado cabendo ao produtor e ao veterinário decidirem o mais adequado de acordo com as condições do sistema.

Bibliografia Consultada

Desempenho reprodutivo em um sistema de produção de gado de corte - Publicações Embrapa Gado de Corte. Disponível em:
  Acesso em 09  de Abril de 2012.

Sincronização e IATF em Bovinos – Manual Técnico Tecnopec. Disponível em . Acesso em 03 de Abril de 2012.
Silva, A. S., Silva , E. V. C, Nogueira, E., Zúccari, S.N.. Avaliação do custo/benefício da inseminação artificial convencional e em tempo fixo de fêmeas bovinas pluríparas de corte. Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.31, n.4, p.443-455, out./dez. 2007. Disponível em .

Dominguez, J. H.E. Inseminação Artificial em Tempo Fixo em Bovinos de corte – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande – MS, Maio, 2009. Disponível em . Visualizado em 04 de Abril de 2012.

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