Letti: inovação no leite tipo A da Agrindus

Inovação conectada à geração de valor ao produto como diferenciação perante à concorrência. Com esse pensamento, a Agrindus, cliente e parceira IDEAGRI, produz seu leite tipo A, da marca Letti. Conheça mais sobre o projeto, seus desafios e caminhos percorridos que levaram ao sucesso atual, marcado pela qualidade e sustentabilidade.

 

 

 

 

 

 

 

Marca LETTI

Ao ser criada em 2007 a LETTI, marca própria de leite tipo A, creme de leite fresco e iogurtes, pertencente a Agrindus, teve como objetivo agregar valor ao leite cru produzido pela fazenda e ser uma opção de mercado para o leite - altamente perecível - frente a guerra de preços praticada no mercado spot.

O leite tipo A tem algumas peculiaridades, sendo um produto que traz alguns desafios. Possui uma legislação muito própria, específica, com parâmetros de qualidade muito rígidos, sendo considerado um leite mundialmente de altíssima qualidade com contagem bacteriana no leite cru muito baixa (máximo 10.000 UFC/mL), mesmo para os padrões europeu e norte americano. É também um produto 100% industrializado dentro da fazenda, o que possibilita rastreabilidade total sobre tudo que está sendo feito, desde o nascimento das bezerras, na produção e consumo dos alimentos, passando pela sanidade do rebanho até a extração do leite propriamente dita.

 

A produção industrial da marca LETTI trabalha com pesquisa e desenvolvimento não apenas pensando em formulação de produtos, receitas e ingredientes. O processo de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) vai mais além: estuda-se a rentabilidade do projeto. O quanto um produto a ser desenvolvido e que será lançado no mercado (nicho leite fresco) para concorrer com outras marcas (commodities e grandes companhias) irá remunerar o leite cru na origem? O que significa isso? Por que isso é tão importante neste modelo de negócio?

No desenvolvimento do produto sempre tentamos buscar algo singular e de preferência que seja dificilmente copiado. Essa dificuldade garante um tempo maior de diferenciação do mercado até que alguém o copie. Outro ponto relevante é a busca pelo desenvolvimento de produto que enalteça a qualidade do leite tipo A, algo que é intrínseco da matéria-prima de qualidade para que o produto tenha uma diferença sensorial (sabor) perceptível pelo consumidor.

Entretanto, a forma que o produto é concebido se altera quando se pensa em um processo/serviço inovador. Nesses casos, a empresa adota o conceito Lean que basicamente privilegia a experimentação, aprendizado e consequente alteração do produto do que o planejamento. O modelo Lean é, normalmente, adotado em situações extremamente novas, com cenários altamente incertos e desconhecidos. Estudos mostram que se economiza tempo e dinheiro com esse formato e cenário.

Interessante ressaltar que a concepção do serviço deve ser tratada de forma diferente de um produto por conta de todas as exigências regulatórias para produção de alimentos. Essas exigências regulatórias acabam por deixar inviável e lento o desenvolvimento de produtos piloto que possam ser rapidamente alterados.

Portanto, agregar valor e inovar dentro deste modelo de negócio escolhido pela Agrindus/LETTI passa por estes desafios constantes e extremamente delicados de remunerar o leite cru acima da meta e agregar valor mantendo os diferenciais de rastreabilidade e qualidade - percebidos por nossos consumidores por meio de produtos únicos, não commodities.

 

Fonte: MilkPoint