O futuro da Internet no Brasil - conexão pela rede elétrica, por Diogo M. Ferreira
Qual é o próximo passo da internet no Brasil? Qual será a velocidade de Conexão? Qual será o valor? E quando estará acessível?
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Qual é o próximo passo da internet no Brasil? Qual será a velocidade de Conexão? Qual será o valor? E quando estará acessível?
Em minha opinião, a maior (e também menos divulgada) novidade em relação a acesso a internet no Brasil é o sistema PLC (Powerline Communications) que a Copel (empresa que distribui energia elétrica no estado do Paraná) pretende implantar já em 2010.
Mas o que é o PLC?
A tecnologia PLC (Powerline Communication), que apenas nos últimos anos vem tendo aplicações e usos disseminados a nível mundial e utiliza a rede elétrica de distribuição (tipicamente as redes de média e baixa tensão) como meio de transporte para a transmissão de dados em alta velocidade.
Mas qual é a Vantagem da PLC em relação a outros meios?
A PLC permite velocidade de conexão de até 200Mbps e utiliza o cabeamento da rede elétrica de média e baixa tensão (a que todo mundo tem em casa), sem interferir na condução normal da energia elétrica (seu microondas não vai começar a acessar o Google, ainda…). Como conseqüência transforma potencialmente cada tomada de energia já existente em um ponto de acesso a uma rede de comunicação de dados.
Mas como eu vou utilizar isso?
Em uma rede normal é instalado um equipamento denominado "Head End" ou "Mestre" (Master) em algum ponto da rede de baixa tensão. Este equipamento converte a freqüência da rede elétrica em sinal de internet.
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Isso já foi testado?
Diversas experiências já foram realizadas no Brasil no sentido de se avaliar as potencialidades da tecnologia PLC para transmissão de voz e dados pela rede elétrica. As concessionárias Eletropaulo (São Paulo, SP), CELG (Goiânia, GO), CEMIG (Belo Horizonte, MG), COPEL (Curitiba, PR) e Light (Rio de Janeiro, RJ), fizeram experiências piloto, todas com sucesso.
Até agora está uma maravilha, mas é o custo?
Segundo a empresa Copel (uma das fornecedoras do serviço), a empresa não definiu um preço para o serviço, mas simulações apontaram para rentabilidade entre 20% e 700%. “Varia muito, cada projeto tem um custo diferente. Mas, evidentemente, não vamos buscar um retorno de 700%. Nesses casos, o usuário é que pagará menos.”, conta o diretor-presidente da Copel, Rubens Ghilardi. (Duvido! Você acha que eles não vão se aproveitar da situação?)
Resumindo… a tecnologia PLC, só tem a trazer vantagens para o usuário (e também para as empresas), mais velocidade, maior facilidade de instalação (só precisa de energia elétrica e do "Head End") e um ótimo custo-beneficio. Agora é só esperar a ideia sair do papel e rezar para a qualidade ser realmente como falam.
Autor: Diogo M. Ferreira.
Fonte; http://futureadvertising.wordpress.com

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